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Corretor Autonomo
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Muitas carreiras dão ao profissional a chance de ser autônomo, e no mercado imobiliário não é diferente. Mas para tomar a decisão certa, é sempre melhor ter em mãos todas as informações disponíveis a fim de evitar uma frustração adiante.

Confira, a seguir, os principais aspectos da carreira de corretor autônomo, avalie os prós e contras e veja se vale a pena:

Conhecimentos

Uma das características de se trabalhar em uma empresa é que, geralmente, o trabalho é dividido entre os membros da equipe. Ou seja, existem áreas de especialistas para documentação, novos empreendimentos, quem vai ao cartório… enfim, uma ajuda que permite que cada profissional se concentre em dar o melhor de si naquilo que ele realmente sabe fazer bem.

Os corretores autônomos, por outro lado, somam seus conhecimentos em todas essas áreas, pois têm que realizar todo o processo para cada cliente. Isso pode ser ótimo, pois assim você não depende do trabalho e da competência de outras pessoas para o serviço, porém, de acordo com a época e a sua disponibilidade, pode provocar um gargalo na hora de fechar negócios.

Especialização

Se, por um lado, o profissional autônomo soma seus conhecimentos nos processos de venda e locação de imóveis, por outro, a sua tendência é se concentrar em uma área para prestar serviços: um bairro ou uma localidade, depende do tamanho da cidade e da sua estrutura.

E não é raro que esse profissional conheça cada esquina e serviço oferecido no entorno do imóvel a ser negociado, incluindo vizinhos, porteiros e até o proprietário. O número de imóveis oferecidos pode ser bem menor, mas o conhecimento sobre ele será, certamente, mais detalhado.

Já os corretores de imobiliárias precisam cobrir áreas bem maiores, e dependendo da sua realidade, fica praticamente impossível saber todos os dados de cada rua ou bairro para oferecer ao cliente assim que for perguntado. Como o serviço é setorizado, podem existir imóveis que o corretor, inclusive, ainda não conhece.

Imobiliárias possuem grandes carteiras, entre imóveis novos e usados, e esperar que todos os profissionais conheçam tudo é impraticável.

Segurança de uma empresa

Muitos clientes preferem lidar com empresas do que com profissionais autônomos. Afinal, fica mais fácil obter avaliações de uma imobiliária do que de uma pessoa física. Nesse caso, credibilidade fica a cargo da empresa, e não do profissional.

Além disso, é compreensível que o cliente tenha sempre dúvidas sobre se um corretor que não conta com o apoio uma empresa será inteiramente capacitado para lidar com qualquer problema agora e no futuro.

Portanto, nesse caso, o esforço do profissional autônomo será o de provar a sua capacidade e montar para si uma reputação que conquiste e fidelize os clientes — um dos segredos, aliás, para o sucesso de qualquer profissional do setor.

Horários

Esse geralmente é um ponto fundamental para a escolha. Muitas pessoas têm o sonho de viver livres de relógios de ponto, mas a realidade não é bem como se imagina, e sempre é necessário pesar aspectos práticos.

O profissional autônomo costuma trabalhar a mesma quantidade de horas que o corretor de imobiliária. Em alguns casos, sua carga de trabalho chega mesmo a ser maior, por ter de lidar com todos os processos, como já mencionamos.

A diferença entre os dois está na flexibilidade, pois para o autônomo é possível, por exemplo, criar um horário que permita levar os filhos na escola, ir ao médico e ao mercado, enquanto o corretor empregado fica preso ao horário de funcionamento da imobiliária.

Como tudo na vida, ser um corretor autônomo tem vantagens e desvantagens, e, na verdade, a escolha fica mais a cargo do que irá motivá-lo a conquistar o seu espaço profissional. Independentemente do caminho, os obstáculos existem, resta saber qual a melhor maneira de superá-los!

E você, já trabalhou como corretor autônomo e/ou com carteira assinada em uma imobiliária? Quais foram os prós e os contras de cada trabalho? Compartilhe conosco e contribua com a nossa comparação!